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A minha mala: checklist de viagem

quinta-feira, 26 de julho de 2018


Todos os anos, na altura das férias sinto uma dualidade dentro de mim: felicidade extrema (por motivos óbvios) e aborrecimento extremo (de fazer as malas!!!!!)!

Como dentro de poucos dias terei de fazer as minhas, decidi partilhar convosco uma espécie de checklist, muitíssimo objetiva para que não vos escape nada! ;)


Na minha carteira/mochila levo os documentos, óculos de sol, porta-moedas e um bloco com algumas indicações e locais a visitar.

Na minha mala de cabine (a minha é a da imagem abaixo e é da marca David Jones) levo várias bolsinhas:
- Uma com pequenos recipientes com produtos de higiene (comprei a minha na primark - semelhante à da imagem mas com mais recipientes);
- Uma bolsa com alguns produtos de maquilhagem;
- Uma bolsinha de primeiros socorros com alguns medicamentos e artigos que podem ser necessários (a minha é a da imagem e comprei no ebay);
- Uma bolsa com aparelhos eletrónicos e carregadores;
- Um porta-moedas pequeno para colocar acessórios (pulseiras, brincos, etc).


Levo ainda uma mochila térmica para transportar snacks, alguns sacos de plástico para a roupa suja e, obviamente, a roupa.
Geralmente preparo conjuntos e quando vou para um país quente levo o mínimo de roupa possível pelo que a mala de cabine costuma ser suficiente. Levo duas peças de roupa interior e 1 para de meias para cada dia, 1 par de chinelos, sapatilhas/sandálias, t-shirts, agasalhos, calças, vestidos, chapéu, biquíni, entre outros (dependendo do destino).

E está tudo pronto e organizado para que nada me escape! Paz restaurada, pelo menos até chegar de viagem e procrastinar a árdua tarefa de desfazer a mala! :D

Um grande beijinho e (se for o caso) boas férias!!


Sou intolerante à lactose, e agora?

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018



Hoje venho falar-vos de uma experiência pessoal que me aborreceu durante a minha vida toda e com a qual aprendi a conviver nos últimos anos.

Numa nota informativa e de forma muito simples: a intolerância à lactose (um hidrato de carbono naturalmente presente no leite) caracteriza-se pela incapacidade do nosso organismo de produzir uma proteína com atividade enzimática, a lactase (produzida na mucosa intestinal), que é responsável pela digestão da lactose, separando-a em partes passíveis de serem absorvidas, sem dano, pelo nosso organismo. Existem 2 tipos de intolerância: a primária (geralmente genética e irreversível) e a secundária (adquirida, temporária). 


Comecemos pelo início: A saga começou bem cedo quando eu ainda era um bebé. Assim que deixei de beber leite materno (por volta dos 7 meses) foi-me recomendado pela pediatra o consumo de leite de fórmula (em pó) e, COITADA da minha mãe, comprou todos os leites disponíveis no mercado e eu rejeitava-os a TODOS (e não, não era uma mini diva - por rejeitar subentenda-se bolsar/regurgitar). Por recomendação da médica passei a beber leite do dia, leite este que fui tolerando até à idade adulta. Mas, devo confessar, nunca gostei muito de leite e não me sentia particularmente bem ao consumir lacticínios. 

Há aproximadamente 4 anos comecei a ter sintomas gastrointestinais e cutâneos sempre que consumia lacticínios, e nos últimos 2 anos esses sintomas agravaram-se muitíssimo, tornando-se mais fortes e praticamente imediatos. Fui diagnosticada clinicamente intolerante à lactose sem certeza em relação ao tipo, mas com a certeza absoluta em relação ao nível de intolerância.

Pela inibição total do consumo de lacticínios comecei a recuperar e a sentir-me muito melhor. Ainda tentei introduzir os produtos sem lactose na minha rotina mas apesar de não se manifestarem na vertente gastrointestinal manifestam-se em sintomas cutâneos (nomeadamente no agravamento de eczemas).

Quanto ao consumo de alimentos sem lactose em casa não encontrei grandes dificuldades uma vez que sou eu que seleciono o que compro e como, a minha família e amigos também começou a estar sensibilizada e em festas e jantaradas os lacticínios são substituídos por  opções sem lactose ou há sempre algo que eu possa comer... Mas quanto a refeições fora de casa a coisa muda de figura! Quase tudo leva queijo ou natas ou leite, até as opções vegetarianas! Claro que posso sempre pedir para excluírem os lacticínios e faço-o muitas vezes, mas apesar de ser algo perfeitamente comum nos dias que correm, ainda encontro alguma surpresa quando faço o pedido, como se tivesse que justificar a minha escolha com um relatório pormenorizado. Já ouvi "Sem queijo? Deixe lá isso que a menina não precisa de dietas!" ou "Tem a certeza que que excluir o lacticínio X??" acompanhado de um franzir de sobrolho. 

No que toca à alimentação (e em quase tudo na vida) não sou de todo fundamentalista. Dada a minha profissão conheço como a palma das minhas mãos os meandros da indústria alimentar e sou apologista do consumo informado e inteligente. Nunca fiz dietas acessórias e acredito que as restrições alimentares aleatórias não são benéficas para a nossa saúde, motivo pelo qual me sinto um pouco incomodada quando percebo que são inúmeras as pessoas que deixam de consumir isto ou aquilo apenas porque sim e, por conseguinte, a sociedade passa a percecionar problemas de saúde reais com modinhas das redes sociais.

As intolerantes por aí que se acusem. :) Partilhem as vossas sugestões de locais onde costumam comer, receitas, produtos que adoram... Conto com os vossos comentários! :)


Beijos mil*


PS Neste momento estou a ser alvo de vários testes para descartar a possibilidade de alergias e doenças de manifestação cutânea, so wish me luck!

A polémica campanha Go Naked (Lush Cosmetics)

terça-feira, 20 de outubro de 2015


Este é o cartaz da polémica. 
A Lush Cosmetics lançou a campanha Go Naked no sentido de retratar a preocupação da marca em utilizar embalagens eco-friendly (ou nenhumas), numa clara demonstração de preocupação ambiental. As modelos da fotografia são colaboradoras da Lush Cosmetics e voluntariaram-se para fazer esta campanha, passando a mensagem de referência corporal positiva, livre dos estigmas e amarras de "um corpo perfeito" impostos pela sociedade.

Esta campanha foi denunciada na Austrália e, por conseguinte,  removida das suas lojas no centro comercial na qual se encontrava.

A Lush Cosmetics teve algo a dizer, acerca da sua campanha, como resposta a alguns comentários da opinião pública: "A imagem é uma referência corporal positiva e não tem qualquer intenção de ofender ou provocar incómodo. As mulheres na imagem são membros da equipa da Lush que têm fortes opiniões acerca deste assunto e se voluntariaram para participar na campanha. A fotografia está completamente intocada, porque sentimos que não devemos ter vergonha dos nossos corpos no seu estado natural e que cada um de nós é bonito com a nossa diversidade, independentemente da cor, forma, tamanho ou estilo de vida".

Pois bem, é uma campanha provocatória, sem dúvida que sim, mas toca vários pontos fundamentais. Acorda-nos para a realidade hipócrita na qual vivemos. 
Vejamos por exemplo as inúmeras campanhas da PETA nas quais várias figuras públicas, como a Eva Mendes que vemos abaixo, se despiram. A verdade é que esta mesma campanha esteve exposta não só em centros comerciais como também em cartazes pelas ruas e não gerou metade da polémica. Conseguem compreender a diferença?


Já sei!!! O número de rabos expostos deve ser o critério fundamental para a exclusão de uma campanha: 4 rabos de mulheres comuns são capazes de crispar os ânimos de quem passa, mas o rabo perfeitamente trabalhado (em Photoshop) da Eva Mendes e a sua posição pseudo-sensual passam uma imagem muito mais idónea.

Rabos e ironias à parte, a verdade é que as pessoas que ativaram os meios legais para reclamar da "natureza pornográfica" da campanha da Lush Cosmetics são as mesmas pessoas que aceitam a disseminação da nudez, da violência e do preconceito em formas graficamente ofensivas e preocupantes. Esta hipocrisia conduz-nos a outras questões.



Por exemplo, a nossa sociedade aceita com facilidade as campanhas com fotografias de casais heterossexuais exploradas até à exaustão pelos media, particularmente nas marcas de estética/perfumaria. Muitas destas campanhas apresentam elevado teor sexual e, na minha opinião, são conteúdos desadequados a crianças de tenra idade que não têm o entendimento ou discernimento necessário para compreenderem o que lhes é transmitido.
No entanto, os pais preocupam-se muito mais com as campanhas onde vemos retratados casais homossexuais porque provocam "perguntas inconvenientes" e "reprodução dos comportamentos vistos". Os adultos estúpidos, permitam-me que simpaticamente os chame assim, tendem a ver a homossexualidade e a verdadeira natureza humana como "comportamentos desadequados". Os mesmos adultos estúpidos consideram que imagens sexualmente explícitas ou violentas não são assim tão más e que os miúdos têm de se adaptar a tudo. 

E assim se deturpam mentalidades, assim se ensinam os valores errados às nossas crianças, porque os pais estúpidos estão certos numa coisa: os filhos imitam os comportamentos que vêem, não em posters e imagens de 2 homens de mão dada ou de 4 mulheres de rabo ao léu, mas sim o comportamento preconceituoso dos pais.

Estes adultos têm, por vezes, a sorte de conviverem com crianças inteligentes que um dia serão adultos sem preconceitos e farão a mais inconveniente das perguntas: "Pai/Mãe, és tão estúpido(a) porquê?". E a resposta está à vista de todos, como os 4 rabos da campanha da Lush.



PS. Obrigada à leitora Verónica Pinheiro por me ter sugerido o tema ;)

Os homens não sabem distinguir as coisas

domingo, 11 de outubro de 2015


Os homens não sabem distinguir as coisas. Sim, digo "coisas" na forma mais generalista possível.
Os homens não sabem distinguir o violeta do roxo, ou um corte de cabelo novo do corte de cabelo de há 30 anos, ou um olhar "vou-te matar" de um olhar "amo-te loucamente".
Esta limitação é compensada pela nossa capacidade sobrenatural de distinguir um batom vermelho bordeaux de um batom vermelho vinho. A lei da compensação em todo o seu esplendor.

Cá em casa:
- Traz-me, por favor, o Benuron! É o genérico, diz Paracetamol, a caixa é verde e branca.
(Passados 10 minutos)
- Aqui está! 
(Trouxe-me Voltaren)
- Ricardo, isto é Voltaren/diclofenac eu pedi Paracetamol!!!!
- Tu disseste caixa verde Cláudia!
- Eu disse BENURON, PARACETAMOL, CAIXA VERDE E BRANCA...precisas do código de barras para não te enganares?

Eu não mereço!

Um objeto chamado Mulher

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"Here's to strong women: May we know them, May we be them, May we raise them!"

O Sexismo ou discriminação por género (particularmente aquele que é dirigido à Mulher) é pautado por estereótipos redutores e conceitos preconceituosos como "sexo forte" e "sexo fraco" e expressões pejorativas que diminuem a essência feminina conduzindo à objetificação da mulher (transformação da mulher em objeto sexual).

Os media têm vindo a disseminar a objetificação da mulher de forma abusiva ao longo dos anos, deturpando as noções corretas que possamos ter relativamente à utilização da mulher e do seu corpo na publicidade. Sensualidade e vulgaridade parecem, para muitos, conceitos similares.

Fazendo uma pesquisa básica no Google das capas da revista GQ vemos uma clara diferenciação entre homens e mulheres. 
Vejamos: os homens surgem de fato ou semelhante (com roupa, portanto),  com destaque do rosto e parte superior do corpo e clara posição/atitude de poder; as mulheres surgem com pouca ou nenhuma roupa, SEMPRE com total destaque do seu corpo (ou partes dele) e uma clara associação sexual. 
O sexismo não é um mito e o objeto desta revista chama-se mulher.


Bem sei que a GQ é uma revista para homens e que a Beyoncé em trajes menores é bem mais apelativa do que um Kanye com as suas miudezas expostas e, claro, não sendo uma puritana com palas percebo que o corpo feminino vende e que a mulher tem o direito de fazer com ele o que quiser. 

O que me choca é que a sociedade e os media em particular imponham esta política da exposição do corpo feminino como regra obrigatória de aceitação, de poder. O que me irrita é que por outro lado usem essa mesma imagem (que criaram como sendo a ideal) para ridicularizar a mulher e diminui-la a um mero objeto de desejo sexual.


Eu quero que a minha única sobrinha seja uma mulher sem inseguranças; 
Eu sei que os meus sobrinhos serão homens com profundo respeito e admiração pelo papel da mulher nas suas vidas; 
Um dia, quero educar os meus filhos de modo a que compreendam que o género não é uma questão, é uma mera diferença fisiológica que em nada define o percurso do ser humano;
Não quero que os homens de amanhã se sintam superiores (ou inferiores) às mulheres da sua vida;
Não quero que as meninas de hoje (mulheres de amanhã) sintam que têm de se conformar com menos do que merecem para que sejam aceites, valorizadas, amadas.

A mulher é um ser fantástico, capaz de sofrer metamorfoses dentro de si. A mulher é detentora de uma força profundamente enraizada... é um caos calmo, sereno e delicado. 
Somos capazes de tudo, somos seres resilientes e admiráveis. Nós somos tudo isso independentemente daquilo que mostramos ao mundo.

É possível retratar a beleza feminina sem a exposição gratuita do seu corpo. O nosso corpo é o nosso templo, nunca se esqueçam!


Os bons exemplos de women empowerment através dos media estão, felizmente, em crescendo e de vez em quando encontro anúncios como este d'O Boticário que, sem surpresas, esteve sempre um passo à frente do seu tempo no que toca à edificação da mulher como ser forte e independente. 
Deixemos de ser as vítimas do lobo mau, sim? :)


As meninas não sabem jogar à bola, as meninas não são boas a Matemática, as meninas são demasiado emocionais, as mulheres nasceram para serem mães e donas de casa, as mulheres só gastam o dinheiro em futilidades, as mulheres são fracas. Eu sou mulher e serei sempre aquilo que me apetecer!


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